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Chegou
o momento de nos despedirmos dos nossos prezados leitores, o
mesmo é dizer dos nossos estimados consócios.
Com efeito, resolvemos
não recandidatarmo-nos à presidência da direcção do C.F.P.,
ao mesmo tempo que deixamos, também, a direcção deste
Boletim. Fizemo-lo voluntariamente, sem quaisquer pressões
fosse de quem fosse, antes pelo contrário.
Todos os que exercem
uma actividade por mera “carolice” devem ter a consciência
de que, chegada a hora, deve “passar-se o testemunho”,
particularmente quando se tem “quase” a certeza de que a
“nau” fica em boas mãos. Escrevemos “quase” porque são
os sócios que têm a última palavra quando usarem o seu
direito de voto.
As razões que levam um
dirigente a deixar determinado cargo podem ser as mais diversas.
No nosso caso sentimos que os anos já vão pesando, começando
a faltar apetência para ocupar cargos de direcção
particularmente em Agremiações com a grandeza do nosso querido
Clube. Porém, a razão mais forte, que todos os consócios
compreenderão, é o desejo que temos de alcançar plena
liberdade para assumir compromissos que nos dão satisfação e
cuja responsabilidade para os cumprir controlamos a nosso belo
prazer.
Estamos conscientes que
cumprimos o nosso dever da melhor maneira que pudemos e
soubemos. Fizemos o que nos foi possível
Na hora da despedida
seja-nos permitido recordar, mais uma vez, que a maior satisfação
que tivemos ao longo dos 9 anos que presidimos aos destinos do
C.F.P. foi a realização da Exposição Filatélica Nacional
“Lisboa 2000”, dado que o nosso Clube há 40 anos que não
organizava um evento deste nível. Demos o nosso melhor, dedicámo-nos
de corpo de alma a este certame ainda não refeitos do acidente
que tivemos nas instalações do Clube. E devemos confessar,
aqui e agora, que o maior prémio que tivemos, o que nos deu
mais prazer, foram as palavras generosas que no fim do certame
nos dirigiu o ilustre Presidente da Federação Portuguesa de
Filatelia/APD, Senhor Pedro Vaz Pereira. Mas é de toda a justiça
recordar a excelente e extraordinária colaboração dada por
aquela personalidade, bem como o apoio indispensável de toda a
equipa que trabalhou no evento.
Este importante
acontecimento filatélico bastou-nos para que tivesse sido
grande o prazer de termos presidido ao CFP durante os nove últimos
anos.
Consideramos, assim, peço
perdão pela imodéstia, que “saímos pela porta grande”.
Soubemos sair a tempo o que é sintoma de que as nossas
faculdades ainda funcionam em pleno.
Esperamos e desejamos
que a “equipa” que vai assumir as responsabilidades de
dirigir o Clube saiba, com dedicação, disponibilidade,
conhecimento dos novos métodos de trabalho resultantes dos avanços
tecnológicos e novas ideias, modernizar as estruturas do CFP
procurando elevar ainda mais alto o seu nome e prestígio aquém
e além fronteiras.
A todos os associados
do nosso Clube onde contamos muitos e verdadeiros amigos; a
todos os colegas, sem excepção, que colaboraram com extrema
dedicação e competência durante os anos que estivemos à
frente dos destinos do CFP; aos distintos colaboradores que, com
os seus magníficos artigos, tornaram possível que o Boletim
seja considerado um dos melhores no seu género que se publica
no país; aos amigos anunciantes que nos ajudaram a minorar os
custos do nosso órgão oficial; aos CTT – Correios de
Portugal, SA com quem mantivemos as melhores relações
institucionais e não só e, finalmente aos dirigentes da Federação
Portuguesa de Filatelia/APD e em particular ao seu ilustre
presidente, Pedro Vaz Pereira, dedicado associado que muito
colaborou com o CFP durante os nossos mandatos, fica aqui
expressa a nossa profunda gratidão.
Apenas uma palavra,
muito especial de agradecimento ao fundador do CFP, o nosso
estimado Comendador José Rodrigo Dias Ferreira que, ao longo de
quase 60 anos, tem trabalhado com extrema dedicação e, por
vezes, com sacrifício a bem do seu e nosso Clube.
Estamos convictos que a
nova “equipa” que vai assumir o comando do CFP não
prescindirá da colaboração prestimosa e imprescindível deste
nosso colega (legenda viva do Clube) a quem efusivamente abraçamos.
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