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CFP |
Clube Filatélico de Portugal |
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BOLETIM
DO CLUBE FILATÉLICO DE PORTUGAL Nº 398 - Dezembro de 2002 Voo Postal Lisboa- Beja pelo Avião Broussard do Museu do Ar Fernando Oliveira |
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Este
evento de iniciativa da APM, Associação Portuguesa de Maximafilia que
sugeriu à Força Aérea a realização de um voo militar para o
transporte de correio entre Lisboa e Beja (Fig. 1). |
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O
voo autorizado pelo Sr. General Chefe do Estado Maior da Força Aérea
teve a prestimosa colaboração do Museu do Ar que cedeu do seu acervo o
avião Max-Holst Broussard. O
avião Broussard tipo MH 1251 fabricado pela firma francesa “Societe
des Avions Max-Holst” voou pela primeira vez em protótipo no dia 17
de Novembro de 1952. Este avião monomotor de asa alta entrou ao serviço
da Força Aérea Portuguesa em Abril de 1961 constituindo uma
esquadrilha de quatro aparelhos que tomavam as matrículas de 3301 a
3304. Os
quatro aviões recebidos, devido ao conflito do Ultramar foram de
imediato colocados em Angola, ficando adstritos à Base Aérea n.º 9 em
Luanda, tendo em conta a sua característica para operarem em pistas
curtas. A
sua actuação em Angola resultou algo acidentada tendo 3302 sido
abatido pelo inimigo, outros dois sofreram acidentes e só o 3304 se
manteve intacto. Com o fim do conflito do Ultramar o 3304 no regresso a
Portugal foi colocado no AB1/Aeroporto de Lisboa. Os
restantes 2 aviões acidentados depois de recuperados nas O.G.M.A.,
foram também colocados na Esquadra B2 do AB1 onde cumpriram várias
missões com alguns percalços de permeio, até serem abatidos ao
efectivo em 1976 e entregues ao Museu do Ar. Desde
aquela data e até aos nossos dias, muitas vicissitudes houve que vencer
para pôr operativo pelo menos um Broussard. A
vontade férrea dos homens da Força Aérea e a sua tenacidade logravam
vencer as dificuldades e aí está a sua obra no Benjamim actual do
Museu do Ar o “Broussard 3304”. O
voo postal efectuado por este elegante avião, depois de demorada reparação
que o pôs como novo teve como tripulação os Srs. Oficiais da
Força Aérea, Tenente General José Nico, Coronel Morato
acompanhado pelo Sr. 1.º Sargento Pita, mecânico de aeronaves (Fig.
2). |
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Fig. 1 |
Fig. 2 |
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Para este voo foi criado uma marca linear não obliterante (Fig. 3). |
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O
correio composto de 10 objectos registados e cerca de 15 kgs. de correio
ordinário foi acompanhado pela chefe da Loja da Filatelia da Casal
Ribeiro, Sra. D.ª Maria São José Oliveira. Apresentamos
aos nossos leitores para apreciação uma carta transportada nesse voo
(Fig. 4). |
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Fig. 3 |
Fig. 4 | |||
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Bibliografia Revista Mais Alto n.º 339, pg. 26/27 artigo da autoria do Sr. Coronel Albano Fernandes / Director do Museu do Ar. |