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CFP |
Clube Filatélico de Portugal |
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BOLETIM
DO CLUBE FILATÉLICO DE PORTUGAL Nº 398 - Dezembro de 2002 HOMENAGEM AO COMENDADOR SENHOR JOSÉ RODRIGO DIAS FERREIRA NA SEDE DO CFP |
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Tendo
o Senhor Comendador José Rodrigo Dias Ferreira completado 60 anos de
actividade ligada à Filatelia Nacional, durante os quais foi de uma
inexcedível dedicação à causa filatélica, sendo um dos fundadores
do nosso Clube que completou 59 anos de existência, resolveram os seus
colegas da direcção, da qual faz parte como vice-presidente,
prestar-lhe uma singela, mas significativa homenagem no passado dia 26
de Outubro, na sede do Clube. Assim,
na presença dos órgãos sociais do CFP e de vários associados foi
descerrada uma placa com o nome do homenageado à entrada da Sala
principal da nossa agremiação, a qual se encontrava coberta pela
Bandeira do CFP. A aludida placa foi posta a descoberto pela nossa
prezada associada e grande amiga do Clube Sr.ª D. Maria Helena Carrão.
O presidente da Assembleia Geral pronunciou breves, mas sentidas
palavras de homenagem ao Comendador J. R. Dias Ferreira destacando o
trabalho que desenvolveu ao longo dos quase 60 anos de existência do
Clube, de forma ininterrupta, pelo que é uma referência para todos os
que se dedicam a este “hobby” que é a Filatelia.
O presidente da Direcção que tem trabalhado, durante muitos
anos, em consonância com Dias Ferreira, proferiu o discurso que se
transcreve, na íntegra:
Minhas senhoras, meus senhores,
Prezados consócios O
meu colega e amigo Jorge de Oliveira, ilustre presidente da Assembleia
Geral do nosso Clube já disse, praticamente, tudo o que havia a dizer
sobre o homenageado de hoje, Sr. Comendador Dias Ferreira. Por
isso, pouco vou acrescentar ao discurso breve, mas repleto de
significado acabado de proferir. Porém,
não ficava bem com a minha consciência se não acrescentasse mais
algumas palavras àquelas que foram proferidas. Conheço
e contacto com o Comendador Dias Ferreira há 40 anos. Ao longo deste
tempo pude apreciar a sua inteligência, a sua prodigiosa memória que
se tem mantido inalterável até ao presente, a dedicação, sem
limites, com que se entregou ao nosso Clube. Verdadeiro
autodidata da filatelia, gosta, contudo, de dizer que não é
filatelista e que se considera um analfabeto quando se fala de selos.
Sabemos que é um homem simples, que não gosta de honrarias, pois, caso
contrário diríamos que era dotado de falsa modéstia, porquanto
conhece, como poucos, o que é o imenso mundo dos selos. Também
na literatura filatélica, numa linguagem fluente e clara, nos deixa
trabalhos de investigação de grande interesse que, jamais, perderão
actualidade. Uma
das suas qualidades que mais apreciamos, é o gosto que tem em
esclarecer, diremos mesmo ensinar, todos aqueles que apresentam dúvidas
sobre problemas ligados aos selos de todos os continentes. A sua
disponibilidade é total para todos e a verdade é que tem resposta para
tudo.
Ao longo de várias décadas ligado à filatelia e ao Clube que
ajudou a fundar afirmamos, sem receio de desmentido, que foi mestre de
jovens coleccionadores que hoje dão cartas na filatelia nacional e
internacional.
Por tudo o que foi dito e pelo muito que ficou por dizer,
resolveram os seus colegas da Direcção homenageá-lo pelos 60 anos
dedicados ao nosso Clube, o mesmo é dizer à Filatelia. É por isso que
é conhecido por legenda viva do Clube Filatélico de Portugal. A
homenagem que, aqui e agora, lhe prestamos é singela, mas bem
significativa, dado que o seu nome vai figurar, para sempre, na entrada
da sala mais importante da nossa Sede, onde os seus e nossos amigos e
prezados consócios se reúnem semanalmente. Consideramo-lo, por tudo o
que deixámos dito, o maior de todos nós. Disse. |