CFP

Clube Filatélico de Portugal

C.F.P.

Revista

 

Leilões

 

Troféu CFP

 

Eventos

Informações

Artigos

Permutas

Inscrições

Links

 

BOLETIM DO CLUBE FILATÉLICO DE PORTUGAL

Nº 399 - Março de 2003

INDIA PORTUGUESA - Marcas Postais de DAMÃO e DIU (Conclusão)

Cor. Joaquim Dores

 Falta-nos um maior número de cartas ou peças que permitam fazer um estudo mais rigoroso, pelo que consideramos precária esta arrumação, admitindo porém o uso simultâneo de vários carimbos, entre os anos de 1884 e 1897, tanto para obliteração de selos como a marcação de cartas.

   

 Seria necessária, uma cuidadosa e minuciosa consulta ao Boletim Oficial de Goa, da época, para tirar conclusões mais precisas e se calhar infrutíferas, pois é sintomático o assunto não ser comentado na literatura disponível.

Acima apresentamos uma última marca postal, circular, unicamente usada em DAMÃO, que Guedes de Magalhães classificou de D8, com datas dos exemplares que possuímos entre 1894 e 1897, já sobre selos de D. Carlos, o que nos leva a concluir, pela sua curta utilização, à passagem posterior aos carimbos circulares datados, tal como em GOA, que Guedes de Magalhães apresenta na sua Separata e que nos escusamos de repetir.

Neste Tipo, apenas fazemos referência às iniciais I.P., que logicamente se devem interpretar como as iniciais de Índia Portuguesa.

 

O CORREIO DE DIU

 

Diz-nos Ismael Grácias na sua publicação que “Para o distrito de Diu não havia correio regular até ao ano de 1857. A correspondência oficial e particular ia de Goa para aquele Distrito ou directamente pelas embarcações que faziam a viagem entre os dois portos, ou por via de BOMBAIM ou por via de DAMÃO, em ocasiões incertas, tudo por mar durante a monção favorável à navegação. No Inverno (Maio a Outubro) era interdita a navegação nos mares da Índia, não havendo comunicações com Diu; se por ventura surgisse qualquer urgência nas comunicações, elas conseguiam-se com um “expresso”, mas aproveitando no máximo os correios britânicos, tanto num sentido como no outro”.

"Este serviço era entregue à alfândega de DIU, como praticava noutras províncias ultramarinas, mas inicialmente havia um 1.º escrivão da feitoria nomeado e remunerado”.

 Ismael Grácias não nos faz quaisquer referências aos carimbos utilizados em DIU, tanto para obliterações dos selos como para a marcação das cartas, mas temos como certo que, quando GOA começou a imprimir selos (nativos), eles também chegaram a DIU e a correspondência era selada, como determinava a Portaria Provincial de 12 de Agosto de 1871; como não havia selos ingleses em DIU, a correspondência saía para utilizar os transportes ingleses, onde recebia a marca postal “POSTAGE DUE / 1 a” e seguia multada, sendo o destinatário que pagava a multa para poder receber a carta.

  Inicialmente as relações postais eram com a estação inglesa de GOGO, passando mais tarde para a de MAHUVÁ, por ser mais perto, chegando a haver seis comunicações mensais com o correio inglês.

 O correio utilizava um carimbo com a marca rectangular de 15 barras, interrompidas no centro para inscrição da palavra DIU; enorme e pouco artístico ultrapassava a superfície de qualquer selo. Para a marcação das cartas uma marca postal formada por um pequeno hexágono com a palavra DIU e a data, manuscrita, na parte inferior, com dois tipos diferentes, como se mostra nos esquemas acima representados. Como observação podemos acrescentar que, por vezes, esse pequeno hexágono aparece levemente distorcido. A duração desta marca postal é elevada, pois chegamos a encontrá-la em selos de D. Carlos (1895-96).

   Apareceu no entanto um carimbo de duplo círculo, com a inscrição na coroa circular, de CORREIO DE DIU e no círculo interior a data em três linhas, dia, mês e ano; nos últimos tempos da sua curta existência, que teve lugar nos anos de 1889/1895 perdeu os algarismos do ano. Com a emissão de D. Luís apresentamos dois exemplares, o primeiro de duas tangas e data de 30 DEZ. 89; o outro, de oito tangas, de 4 SET. sem indicação do ano.

       E por aqui nos ficamos, neste apontamento, que certamente incompleto, que, de forma alguma poderá satisfazer qualquer marcofilista, tal como não satisfaz o seu autor.

HOME

TOP