CFP

Clube Filatélico de Portugal

C.F.P.

Revista

 

Leilões

 

Troféu CFP

 

Eventos

Informações

Artigos

Permutas

Inscrições

Links

 

BOLETIM DO CLUBE FILATÉLICO DE PORTUGAL

Nº 399 - Março de 2003

OPEN CLASS - As Missões Laicas, alguns apontamentos - II Parte

Pedro Vaz Pereira

1 2 3

(Página 1 de um total de 3)

Porém, mais tarde tal impedimento foi levantado pelo decreto 6322 “ que permitia a dispensa de idade às que fossem julgadas idóneas”. Não era aceite o princípio de enviar apenas um missionário, já que sozinho nenhuma acção civilizadora de importância poderia vir a realizar.

 Assim foram criadas no ultramar português um conjunto de missões laicas, tendo cada uma adoptado um nome, que a identificava e que esta utilizava na sua correspondência. Fig 7 e 8.

Igualmente podiam ser constituídas sucursais das missões e algumas vieram a fazê-lo.

As duas primeiras Missões Civilizadoras enviadas para Angola foram a de “Cândido dos Reis” instalada na terra dos Cunhama e a “ Cinco de Outubro “ em Pamba, Quanza- Norte, as quais viriam a embarcar no navio S. Jorge em Abril de 1920 . Fig 8-A.

Fig. 7 Corpo de Missionários Laicos da Missão Civilizadora “ CAMÕES “, uma das primeiras a ser formada . Repare-se que tinha como elemento uma senhora casada com o chefe da Missão .

Fig. 8  Componentes da Missão “ REPÚBLICA “ uma das duas primeiras a ser enviada para as colónias .

 

Seguiram-se a estas outras missões enviadas para Moçambique, sendo estas a “ Miguel Bombarda”, “República”, “Pátria” e a “Camões”. Reformulado finalmente, o Colégio das Missões passou a ser um exemplar instituto de ensino. Note-se que o Instituto só é formalmente organizado em 1917, comprovando-se assim a grande luta política que se desenvolveu em volta das missões, já que documento de posse de Director do Instituto, que se mostra na figura 18, é datado de 1913. Este documento que dá posse ao Dr. Abílio Marçal do cargo de Director do Instituto é assinado por dois grandes republicanos: Teófilo Braga e Magalhães Lima.

O Instituto reformulado tinha dois cursos, o Complementar e o Liceal e para ambos um quadro próprio de professores.

Dispunha o Instituto de um conjunto importante de oficinas, como a de tipografia, onde era impresso o Boletim Oficial das Missões Laicas, encadernação, marcenaria, carpintaria, alfaiataria, sapataria, serralharia e rouparia, sendo cada oficina chefiada por um Mestre.

Fig. 9   Manuela Caetano de Oliveira, a primeira missionária laica voluntária que integrou uma Missão Civilizadora.

No Instituto das Missões Coloniais, antigo Liceu Colonial, Fig.10, eram admitidos alunos externos e internos, podendo estes ser “pensionistas”, os que pagavam propinas e os “gratuitos” , contudo o número dos “ pensionistas”  não podia ser superior a metade dos alunos “gratuitos” .

 

Fig.10Carta enviada ao então Liceu Colonial, nome porque era designado naquela época  o futuro Instituto das Missões  .

1 2 3

(Página 1 de um total de 3)

HOME

TOP